“Cidade de Papel”, uma história urbana

O vídeo “Cidade de Papel”, lançado recentemente pela ONU-Habitat, retrata alguns dos principais desafios urbanos que hoje vivenciamos.

Focando nos problemas gerados pelo crescimento rápido e descontrolado das cidades, ele aponta caminhos para resolvermos os impasses em que vivemos.

As questões abordadas no vídeo estão diretamente ligadas ao processo em curso de revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), da Lei de Ordenamento do Uso e Ocupação do Solo (LOUOS) de Salvador, assim como da elaboração do Plano Salvador 500 (Plano Estratégico).

Para bem se relacionar com o PDDU e a LOUOS, o Salvador 500 deve e precisa servir como oportunidade para desenhar uma imagem do desenvolvimento urbano capaz de orientar as transformações de longo prazo de Salvador promovendo o respeito a sua diversidade, a melhoria das condições de vida dos soteropolitanos, especialmente dos socialmente vulneráveis, e a valorização do ambiente.

Alcançar verdadeiramente estes objetivos, no entanto, só é possível com a participação popular cidadã tanto no processo de elaboração do mesmo como no de sua execução e fiscalização.

O Participa Salvador busca chamar a atenção de todos para que se envolvam neste importante momento de construção da cidade que queremos.

Espalhe esta ideia!

 

2 comentários em ““Cidade de Papel”, uma história urbana

  • 16 de dezembro de 2014 a 08:31
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    Estive presente/participei da Oficina da Prefeitura-Bairro VI “Barra-Pituba”, realizada no dia 14/11, na Associação Cultural Caballeros de Santiago. Já que é este um momento oportuno para a participação popular cidadã, e como reforça a publicação acima, esta é primordial para “alcançar verdadeiros objetivos”, deixo abaixo minhas impressões com relação à Oficina realizada.

    De antemão, parabenizo a iniciativa. Como já foi comentado em outras publicações, esta é – provavelmente – a primeira vez em que a população de Salvador tem a oportunidade de estar presente nos processos de planejamento da cidade. Por mais que a participação popular nos processos de planejamento/gestão esteja legalmente “assegurada”, tornar esse princípio uma realidade tem se mostrado pouco “usual”, digamos, seja por interesse político, seja por incapacidade técnica.

    Crítica também já exposta neste site, a baixa participação da população de Salvador a cada Oficina-Bairro pode sugerir uma também baixa na divulgação do projeto-plano, ou mesmo, a necessidade de adequar a divulgação a cada realidade. Considerar uma divulgação através de mídias alternativas (carros de som, faixas, rádios comunitárias, panfletagem), principalmente em regiões populares, pode ampliar a possibilidade de envolvimento de suas comunidades.

    Sobre a Oficina da Prefeitura-Bairro VI especificamente, estava visível a pouca representatividade – quantitativa – de camadas mais populares da Região. Alto das Pombas, Calabar e Engenho Velho da Federação, localidades que apresentam diversas carências estruturais, foram representadas por poucos, porém ativos moradores/cidadãos.

    Sobre a metodologia empregada na Oficina, algumas críticas foram expostas pelos presentes ainda durante a realização da mesma, estas principalmente voltadas à possibilidade de generalização da Região tratada na Prefeitura-Bairro VI, e por assim dizer, de seus problemas. Tanto o formulário/questionado entregue aos participantes para caracterização dos presentes, quanto a atividade “Pontos fracos e pontos fortes” foram duramente combatidos, ao serem considerados pouco específicos.

    Sai da Oficina com a sensação de que a população demanda verdadeiramente ser ouvida. Comentários como: “deveria se realizar uma Oficina dessas em cada bairro”, “4 horas é pouco tempo para esse tipo de discussão” ou “Por que não um final de semana de Oficina?” ecoavam pela Associação Caballeros de Santiago…

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    • 16 de dezembro de 2014 a 18:35
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      Caro Gabriel,

      está semana ainda divulgaremos post comentando exatamente sobre a metodologia das oficinas. Agradecemos as colocações trazidas por você.

      Att, Equipe

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