Farsa da participação popular #2 – sem direito à tréplica

Toda série de audiências públicas precisa, antes de qualquer coisa, ter aprovado um regimento interno, que irá determinar todas as regras das sessões. No post passado, relatamos que o Regimento Interno das audiências do Plano Salvador 500, PDDU e Louos foi aprovado mesmo sem um quórum relevante, na 2ª audiência.

Ainda que muitos dos itens do regimento tenham sido questionados e muitas sugestões tenham sido feitas, um detalhe permaneceu inalterável: a plenária, que só dispõe de três minutos para falar, não tem direito à tréplica. De forma prática, o que se viu na audiência foi uma série de equívocos que não puderam se resolver em função deste impedimento de fala. Muitas contribuições, perguntas e questionamentos foram feitos sem que houvesse uma resposta satisfatória da mesa diretora, seja por falta de compreensão ou até de boa vontade para levar o assunto adiante.

Deste modo, resumir a quantidade de comentários e intervenções em 3min se mostrou um verdadeiro problema em todas as audiências públicas. Falas cortadas e ideias não concluídas prejudicaram o debate. Além disso, o fato de não poder treplicar limitou a discussão com a plenária, que muitas vezes não conseguiu esgotar os temas endereçados à mesa diretora.

Você pode acessar o conteúdo do Regimento Interno AQUI.

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